
O projeto teve como objetivo implementar um sistema de bloqueio de transporte ferroviário no porto da Ponta da Madeira.
A ferrovia é basicamente um tipo de transporte que realiza circuitos logísticos de longo curso e baixa velocidade. Ela oferece uma diversidade de serviços ao solicitante para o transporte de matéria prima que exigem cuidados e equipamentos especializados.
Com a privatização das operações ferroviárias, o ativo continua pertencendo ao Estado, mas o concessionário privado detém o direito de operá-la durante o período desta concessão, condicionado ao investimento em sua modernização.
Dessa forma, fatores como eficiência no transporte passaram a ser elementos cruciais no desenvolvimento mercadológico de transporte ferroviário. Para se proteger de uma possível falta de eficiência no transporte, consequência de perigos não controlados e/ou acompanhados, as empresas necessitaram desenvolver adequadas estratégias de Gerenciamento dos Riscos envolvidos, de forma a diminuir / interromper a probabilidade de ocorrência destes eventos.
Por conta desta situação, é necessário o uso de ferramentas de bloqueio destes perigos e riscos, de forma a buscar a maior efetividade no controle da situação registrada.
No sistema atual é possível, à distância e de forma remota, realizar os cortes de tração das locomotivas impedindo que elas se movam durante a manutenção, trocas de vagões e atividades de rotina, desta forma aumentando a confiabilidade do sistema. O projeto além de garantir a execução do bloqueio, também permite a consulta ao histórico.
Como o projeto funciona na prática?
Na prática, o operador solicita conexão com a locomotiva (IHM externa) e depois se identifica e solicita bloqueio (IHM externa). O maquinista recebe solicitação e autoriza o bloqueio (IHM Locomotiva), o sistema confirma bloqueio da locomotiva.
Uma chave de segurança para desbloqueio local é gerada e o acesso a IHM é bloqueado por cadeado com ficha de bloqueio para que possa realizar as atividades de manutenção com segurança.
Desta forma, é possível reduzir os riscos de atropelamento e esmagamento durante a manutenção na estrada, além do desgaste físico dos profissionais e possíveis erros de comunicação, sem prejuízo da produtividade.
Através do projeto, tivemos ganhos de :
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- Redução média de 7 minutos por trava de segurança realizada no OCP, redução de 02:20 horas para 20 composições de carros.
- Considerável redução de riscos de acidentes.
- Redução de 2 a 4 minutos trocando as rodas. Número médio de mudanças por 110 vagões = 10 (40min por composição).
- Garantia de cumprimento do procedimento de bloqueio.
- Histórico e análise das operações: identificação da locomotiva, hora, dia, solicitante, hora bloqueada, localização.
Com o sucesso do projeto, o objetivo é expandir o bloqueio no restante das locomotivas.O bloqueio remoto trouxe maior segurança, sem que fosse necessário flexibilizar as entregas de carga e priorizando a vida dos profissionais.
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